15 de ago de 2008

Erros

Sim, talvez tenha sido este o maior erro: acreditar nos nossos 30 anos de experiência e acreditar que eram empresas regidas pelos mesmos donos. Erro ter acreditado que o mesmo meu agir e pensar no Sul poderia ser aplicado no Centro-Oeste. Erro o João achar que por saber bem mais do que julgavam, não precisaria se submeter a regras ou comandos. Neste ponto, lá estava o erro: se eu trabalho há trinta anos em Contabilidade, há necessidade de tentares estabelecer regras quanto onde, quando lançar? Se há trinta anos o João trabalhava construindo, montando, instalando, consertando, há necessidade de tentares ditar o que fazer, onde e como? A experiência nos ensina a olhar e dar de cara do onde, como, quando. Nos ensina também que cada empresa tem uma maneira de caminhar, e, para acertar tudo, era só esperar o "andar da carruagem".. Sim, talvez o maior erro tenha sido ir de coração limpo. Sim, talvez o maior erro tenha sido o João ser estrangeiro, e, além de estrangeiro com dificuldades para entender e se fazer entender, ser português, e carregar um orgulho demasiado da sua cidadania e isso o tornava uma pessoa fechada, silenciosa. Orgulho, este silêncio, ou medo de não o entenderem? Este é um assunto que dá "pano para manga" e, por isso ainda voltamos a ele...
Mas alguma coisa por lá andava acontecendo.
Vou tomar um café e já voltoooooooo

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