3 de set. de 2008

Legal... legalidade... dentro da lei...

Quando chegou a noticia de que o divórcio do João tinha sido homologado, foi uma alegria imensa. Já entramos em contato com a Claudia, minha amiga, casada com um amigo queridíssimo, o Luiz Henrique. Claro, a Cláudia é advogada. Pedimos ajuda, mediante uma condição: hahahaha ... pagamento parcelado... pode ??? Precisávamos ter certeza dos documentos necessários para casarmos e a presença dela conosco, para evitar o risco de devolver o João para Portugal assim que ficassem cientes, na Policia federal, dele estar ilegal. Foi um parto... quase! hehehe O cartório exigia documentação do estrangeiro, certidão, etc e tal, autenticada pelo Embaixador do Brasil em Lisboa. E, pasmem.. por ele ser estrangeiro, queriam que os documentos fossem traduzidos. Tradução de português para português... salvo algumas palavras escritas de maneira um pouco diferente, o que haveria para traduzir?? Ainda bem que tínhamos a Claudia conosco. Lá fomos nós... marcar a data do casamento e a Cláudia a tiracolo... ué.. nestas alturas, ela era nosso anjo da guarda! Bolas, leva-se um mês para o proclames do casório... O medo do João era o seguinte: e se a Policia Federal lê o nome dele no Edital do Jornal e lá diz "português" e vão verificar a situação? Foi um mês bem longo... Mas, casamos... com direito a festa, encontro com amigos, churrasco, bolo, cervejinha, docinhos... Temos uma dívida para com o Márcio, o Gerson e ao Roque, pelo churrasco gostoso, pela caipira deliciosa. Uma dívida para com a decoradora, minha querida irmã Tânia, para com as mulheres que ajudaram na cozinha... hehehehe quer dizer, estamos em dívida para com todos.. Dia 16 de junho de 2007 foi um dia especial e a presença deles tornou o dia mais doce ainda. Para ser perfeito, perfeito, faltava o pessoal que estava longe: minha filhota e esposo , minha irmã e cunhado, a familia do João.. mas estavam todos longes. Em coração conosco, é claro!!!!!!!!!!!!!!!!

Como?

Ah! Vc quer saber como o João deixou de ser ilegal? Como? Quando? Onde?
Calma.. tem tempo... Já vamos colocar os pingos nos is ou deixar tudo preto no branco... hahaha
Mas, a foto ao lado me lembra esta poesia:
"É branca a gata gatinha, branca como farinha.
É preto o gato gatão, preto como carvão..
Se é branca a gata gatinha, branca como farinha,
Se é preto o gato gatão, preto como carvão...
..e os gatinhos como é que serão?
Os gatinhos serão todos aos quadradinhos!!!!!!"
(não lembro o autor... perdão!)

Palavras

"Daqui prá frente, tudo vai ser diferente..."
Têm algumas coisas que nos fazem lembrar nossos tempos de estudantes.. lá pelos idos de 60, 70..
faz pouco tempo!
Hoje a Lizete fez um café que eu diria assim: "preto como as asas da graúna", "preto como azeviche".
Isto lembrou minha professora de português, Maria Luiza, e o livro "Platero e eu" -(de Juam Ramon Gimenez).
Isso foi lá, digo, logo ali, qdo eu frequentava a Escola Normal Regional Imaculada Conceição.
Hoje, como escola normal, lê-se: magistério hahahaha

2 de set. de 2008

Propaganda.

O rapaz é genial. Responsável. Sabe o que faz, como, quando e onde. É um gênio. Com algumas ferramentas é capaz de "pintar o sete". Olha só, quer dizer, leia só isso: capacidade comprovada na área de eletricista de baixa tensão, eletricista montador e reparador de máquinas elétricas, observando as normas e diretrizes das instalações de energia elétrica e de telefones em vigor em Portugal. Normas estas em vias de serem adotadas pelo Brasil. Experiência em compra de material e na coordenação de equipes para a execução de projetos relacionados a construção de linhas, tubos, viadutos, túneis, para metrô, comboios e transportes coletivos.... e tem mais... e só quer um lugar para atuar na área de eletricista ...
................ei, vou entrar em contato com o jornal de minha cidade e fazer este anúncio! Uma boa idéia! (não é Caninha 51 não!)

1 de set. de 2008

Salvos pelos bandidos...

Durante a viagem, em vários lugares, víamos uma placa: Devagar. Policia Federal. Era um terror - nossos corações gelavam - e se eles nos parassem e pedissem documentos? Aí!!!!! Era uma agonia. Bom, só fomos realmente "obrigados" a parar na fronteira Mato Grosso do Sul e Paraná. Gelamos? Sei lá... Primeiro veio o veterinário pedir as guias de transporte dos cães, para verificar se estavam vacinados, se estavam sendo transportados legalmente. Depois veio um dos algozes: Policial Federal. Perguntou ao motorista o que ele carregava. Pediu que ele descesse e abrisse a porta do caminhão para darem uma olhada. Depois quis ver os documentos da carga, os documentos dele... Pensei: é daqui a pouco que ele pede os nossos documentos! Atrás de nós, chegou um carro, que mandaram parar e outro foi fazer a "vistoria". Foi qdo o policial disse: vou deixar vcs irem, pois é no carro atrás que estão as drogas.. Ufa!!!!!!!!!!!!!!!!!! SALVOS PELOS BANDIDOS!!!!!!!!!!!! Nosso coração bateu alegremente qdo entramos no Rio Grande do Sul. Era como se aqui dentro, só aqui, estivesse o nosso Anjo da Guarda. Para completar: até o hoje o dono da transportadora e motorista do "nosso caminhão" não sabe que transportava uma carga ilegal: o João!!!!!!

29 de ago. de 2008

21 de junho de 2006

Terça-feira. Cedo, 5 e 30 da manhã, iniciamos nossa viagem. Seria uma longa viagem. Eles carregaram nossa mudança e, depois, chegaríamos em outra cidade para carregar outra mudança. Foi por aceitar este fato que conseguimos o frete mais em conta e a aceitação do mortorista da nossa presença. Aí! Foi um aperto danado. Pelo chega aqui, chega lá, foram mais de 3.000 quilômetros de lá até o sul. Chegamos dia 25 de junho, no meio da tarde... Contem os dias. E, dormir, qdo parávamos na madrugada, só entre tres e quatro horas por noite.

Casa nova...

Graças ao Criador, mesmo a gente abandonando, os amigos continuam a ser amigos... puts.. aí de mim se não fosse isso!
Minhas amigas do sul é que conseguiram em tempo hábil uma casa para a gente alugar...
Voltar para a familia, os amigos... Não tem explicação esta sensação de alegria... Não importa que a cidade é úmida, ruas estreitas e mal cuidadas, sem muito verdes ou flores para enfeitar as ruas e praças...
Mas, nela, são verdes e coloridos os familiares e amigos.

Fotos.

Algumas fotos. Dos poucos e raros amigos. Fotos de lugares bonitos e aves lindíssimas. Mas, eram gente jovem e não tinham como estar em sintonia conosco, gente de outra geração.. hahahahaha

Vamos embora?

Conversei com o João. Continuar lá, assim como estava, era condenação à morte. Soube que meus pais estavam doentes. Falei com o patrão que queria voltar. Não perguntaram muita coisa. Só que tive que pedir dinheiro emprestado para ele, para o frete, passagens, devolver a casa em condições. Queriam que eu ficasse mais um mês. Não podia ser. Tinha que ser naquela hora. Para evitar dores maiores. Compromisso que eu trouxe junto: fazer o trabalho de lá, aqui no sul. Sem problemas. Acho que naquela hora eu era capaz de prometer qualquer coisa para qualquer pessoa. O importante era sair de lá.

Dificil foi encontrar alguém que fizesse a mudança e ainda nos trouxesse junto, mais os nosso cães. Pois de ônibus não poderíamos, nem de avião, pq iriam pedir a documentação do João e veriam que ele estava ilegal.

Deus... comecei a contar as horas e os minutos.

Fato estranho.

"Eu vi um gatinho.. vi, sim!"
Fiquei sabendo que as meninas lá do sul estavam passando por alguns apertos. Desejei nunca ter saido de lá. Então, como eu precisava enviar um envelope com um documento para elas, por sedex, resolvi contar tudo o que eu via por lá, tudo o que eu estava sentindo, tudo o que tinha acontecido, estava acontecendo. Passei uma manhã escrevendo. Enquanto escrevia, sei que devo ter chorado. Quem viu? Já que a sala ficava separada, só quem viu foi o menino que trabalhava na mesma sala. À tarde, foi enviado o envelope, por sedex. No mesmo dia, o menino que trabalhava na mesma sala enviou um pacote para outro Estado, também por sedex.
Passou uma semana. Sedex saiu da cidade. Não chegou a lugar nenhum. Nem o que eu enviei. Nem o que o menino enviou. Minha história, minhas lágrimas... para onde foram? Endereço errado? Nunquinha mesmo!
.... "Vou-me embora, vou-me embora, prenda minha.. tenho muito o que fazer..."

Cantares..

Nestas alturas dos acontecimentos, era comum o meu cantar:
"Tristeza, por favor vá embora.
Minha alma que chora, está vendo meu fim..."

Desencantos ou desenganos?

"Todo dia ela faz tudo sempre igual..." Levantar-nos cedo. Sair e deixar o João. Transporte coletivo tão cheio de pó, tão sujo... Passar o dia fora. Passar o dia a ser analisada. Voltar e encontrar um João sem sonhos, sem projetos, muito calado. Nos fins-de-semana sem ter onde ir, quer seja pela falta de amigos, quer seja por falta de transporte. Pena. Uma cidade muito limpa, ruas largas, verdes tão encantadoramente verdes mesmo sob sol de mais de 30 graus.

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Olha, todo mundo dizia que os gerentes eram capazes de entrar nos nossos computadores e analisarem o que lá tínhamos, o que estávamos fazendo, por onde andávamos, se estávamos no msn e com quem. Nunca tinha perguntado como, nem visto ou sentido algo diferente. Passei a observar, além das pessoas, isto também. Um dia vi algo estranho. Uma luzinha acendendo bem embaixo, na barra do computador. Perguntei para o "entendido" e me informou que qdo isso acontecia é pq tinha alguém no meu computador. No primeiro dia em que me dei conta, eu ri muito. Achava isto uma besteira sem tamanho. No segundo dia, sem esperar, lá de novo a tal de luz. Deste dia em diante, não tinha hora certa para "estarem" comigo. Uma vez, duas vezes por dia ou mais. Começou a ser uma tortura psicológica. Na história do Pequeno Príncipe, a Raposa ficava feliz pq sabia que a tal hora o menino iria aparecer e só o estar a espera daquela hora já lhe trazia alegria ao coração. Comigo, ao contrário. Não era o Pequeno Príncipe. Não tinha horário determinado. Não me trazia alegria. Era terror. Medo. Pânico.

Mais um motivo para chorar, aumentar aqueles sentimentos já descritos.

Era preciso fazer algo. Era hora de agir.

Análise II

Uma autocrítica: trinta anos de trabalho, quer sejam os meus, quer sejam os do João, em uma mesma empresa, crescendo dentro do setor, não servem para nos isentar de qualquer análise por parte de uma outra empresa, ainda por cima, análise negativa! hahahaha Ninguém é bom e/ou ótimo em um lugar e achar que será a mesma coisa noutro lugar. Pensei eu que, por ter liberdade de ir , vir e agir aqui no sul, dentro dos "meus domínios", dar-me-iam a mesma liberdade lá, por ser empresa da familia. E, o João não pensou que, por ter vindo de um país desenvolvido, pudesse lhe dar o direito de conservar aqui a mesma maneira de agir, falar, reclamar, como lá.

Análise.

Geralmente eu penso muito antes de escrever, ou falo as coisas pela metade, para não magoar ninguém ou para não sair magoada.

Vou tentar não me "esparramar" muito entre as letras deste teclado e assim contar o "causo" sem mais delongas! hahaha

Não é de rir não. Foram muitas as lágrimas. Nós não tinhamos amigos. Como o João sairia pela cidade à procura de emprego, sem ajuda, estando ilegal no país? Ele passava o dia inteiro em casa, cuidava da nossa horta. Eu ia só, todos os dias para o trabalho, procurando furos, brechas, culpados.. Alguma atitude eu precisava tomar, por nós dois, mas era preciso analisar, programar, achar a porta! O João, pouco a pouco ia ficando apático, desinteressado, distante.. Também, dá para imaginar uma pessoa trabalhar 30 anos em uma empresa, ser responsável por execução de projetos, conhecer e saber fazer com maestria tudo o que se relacionava com eletricidade, máquinas.. de repente ficar na dúvida: dispensaram-me por medo de estar eu ilegal, ou por ter ameaçado o posto de alguém e esta pessoa ter colocado que não tenho capacidade para exercer a função?

-bolas, tenho que sair - volto mais tarde ------

28 de ago. de 2008

Perdida..

Perdida. Desamparo. Desilusão. Mágoa. Dor. Desespero. Solidão. Raiva. Ódio. Foi esta mistura de sentimentos que se fez no meu peito. Pior: no meu peito fez morada. Eu sabia, eu sei que forças negativas que se instalam em nosso organismo manifestam-se, mais cedo ou mais tarde, em doenças físicas.
Senti tudo isso pq nós fomos para lá, em primeiro lugar, pq teria trabalho para os dois e João estaria protegido como estrangeiro ilegal.
Quanto a parte financeira, não haveria problema, pois ofereceram a mim, o salário dele, para que eu não tomasse nenhuma atitude, como a de deixá-los a ver navios.
Mas, e o resto???
Talvez tenham previsto alguma reação adversa, pois senti que passei a ser observada com uma intensidade maior. Passei a ouvir comentários estranhos, daqueles, tipo se não estás prevenida, provoca esta reação: falas mal de todo mundo, acusa todo mundo, chama todos de incompetentes, ladrões, ou manda todo mundo à puta-que-pariu...
Mas, eu havia me imposto algumas condições: analisar os pqs, analisar a reação de algumas pessoas pós saida do João. Pior: havia tomado a decisão de vingança.
Para isso, teria que deixar alguns dias correrem e, além de tudo, cuidar principalmente do bem-estar do João.
... sei que eu devo esquecer o passado... mas preciso escrever um pouco, pois será aqui, definitivamente que eu encerro a história.. história que, em partes, ou alguns detalhes cheguei a contar para amigos e familiares...
-inté daqui a pouco!

26 de ago. de 2008

Amenizando..

Ou Isto ou Aquilo
Cecília Meireles
Ou se tem a chuva e não se tem sol
Ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
Ou se pões o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranquilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.

22 de ago. de 2008

Novela...

Esta é a última coisa que falo referente onde estivemos sobre acontecimentos antes do João ser dispensado.
Nós saíamos às 6horas e 35minuos de casa e só retornávamos às 18 hs e 30.
Quer dizer, passávamos todo este tempo por lá. Almoçávamos na empresa. O João colocava o celular a despertar e "meditava" depois do almoço. Eu levava meu crochê. Mas, é muito dificil ou quase impossível ficar sem ouvir o "disse-que-me=disse", ou ver atitudes estranhas.
Torno a reafirmar: dentro da empresa, todo mundo pisava em ovos - não havia amigos mesmo. Fora da empresa, ninguém se encontrava, a não ser os ex-funcionários.
.... depois passo a contar acontecimentos da era após dispensa do João....

21 de ago. de 2008

Rato, espião ou??

Trabalhava lá um menino que entendia tudo de computadores, de internet, etc e tal.
Bom garoto! Fazia o trabalho dele e, nos intervalos, vivia de conversa no msn, com várias meninas. Dizia que ele sabia como ter o msn aberto e ninguém encontrar. Mas, era o verdeiro "ligeirinho".. qualquer "aparição anormal" tocava em uma tecla e tudo sumia da tela. Era aprendiz de "jogadas sujas", pois tinha um programa que o ensinou como roubar senhas e endereços de msn de outras pessoas. E, brincava com elas até cansar e lhes devolver os dominios.
Eu sou chata. E sou capaz de falar se alguém ou causar danos a empresa onde estou. Não precisa ninguém me pedir para cuidar estas coisas.
Pensei: estava ele prejudicando a empresa? Por enquanto ele estava fazendo o trabalho dele com perfeição. E, todo mundo jurava "de pé junto" que nossa gerência sabia tudo o que acontecia dentro dos "nossos dominios", inclusive dentro de nossas gavetas, em cima de nossas mesas, nas conversas que tínhamos por telefone com alguém dentro ou fora da empresa. Logo, ou eles mereciam o que ele estava a fazer ou ele era um espião também e tinha as suas regalias... Naquela altura preferi deixar correr o tempo para ver os próximos passos dele.

Excesso de cuidados. Abuso de alguns...

Isso também é acontecido antes do desligamento do João da empresa.
Proibido por lei o uso do msn. Aqui no sul, nós usamos e muito, para comunicação com os representantes, corretores, clientes, e, até mesmo entre nós. Quer seja para fazer pedido de algum documento que esteja faltando, até mesmo para falarmos alguma "abobrinha" e dar risada! Todo trabalho feito com alegria, sem opressão, é trabalho realizado com prazer, e com maior rendimento. Lá era proibido usar. Vai ver que o pessoal abusava do uso... Mas, pensa bem na economia de telefone... Ainda mais eu que iria pedir ligações seguyidas para o Sul ou do Sul iriam querer falar comigo... Entenderam esta parte e me deixaram copiar o msn, mas, já avisando que eu teria esta mordomia pq no Sul eu já usava. Abrir uma página na internet dava a impressão de pecado capital. Hei, como vou me atualizar sobre assuntos do meu trabalho sem abrir páginas que me fossem necessárias? E, como eu iria ficar a par de assuntos gerais, se, pelo menos, não pudesse abrir a página principal do nosso provedor?
Não, nem pensem em ler sobre novelas, fofocas de atores.. esta não é a minha praia. Não vejo novela. Nem sei mais quem são os atores em "moda" no momento. Via novela qdo a nossa TV só sintonizava GLOBO, SBT, RECORD, BAND... E, isso lá no tempo das cavernas! hahaha
Fora trabalho, gosto muito de ler sobre assuntos gerais que acontecem no planeta, sobre moda, sobre receitas milagrosas para emagrecer... hahahaha
Tudo era proibido. Correto: não podes usar o correio eletrônico da empresa para envio e recebimentos de mensagens particulares. Correto: abre um endereço para ti e, nos momentos de folga lê tuas mensagens... Mas, rapidinho... Vai trabalhar, vai!....
MSN proibido. Ora pois.... já conto outra... vou tomar um café. Adoro café!

Estranhas coisas...

Ora pois.. qdo lá cheguei, recebi um computador para trabalhar que já estava prá lá de ultrapassado! Devia eu ter pensado: é para mostrar qual é teu lugar! Pior - era uma caixa de fósforo, com capacidade tal... imagina, para quem precisa ter vários programas! Ainda outra coisa: do sul eu estava indo para lá, mas, a análise do trabalho feito no sul seria de minha responsabilidade, análise e todo o resto pertinente a minha área. E, para onde fui, nada poderia ser implantado por mim sem a anuênsia dos chefes. Tava escrito n0 computador, pois no lugar onde poderia ser colocado um diskete estava um buraco aberto e em cima colado uma fita adesiva.. eita!
Ora, toda documentação já usada, deve ser guardada em caixas de arquivo, usando o processo de separação por mes lançado e por tipo de documentos. Eu chamo de arquivo morto o local onde ficam estas caixas. E, para caso de haver qualquer pedido de documento, toda caixa tem que conter uma numeração e o ano a que se refere. E, montar uma listagem mostrando que tal caixa número tal contém tal coisa. Primeiro, fizeram um arquivo perto da minha sala. Com a documentação que veio da empresa tercearizada, comecei a montar o arquivo morto. Queriam que eu observasse um programa tal que poderia me ajudar. Não abri mão do meu! Ora, merd... Boneco teleguiado? Eu sabia como fazer e tinha aprendido com uma pessoa que organizava arquivos de Bancos. Banquei a surda...
Isso tudo que ainda conto são acontecimento antes do desligamento do João da empresa.