12 de set de 2008

Análise Infância...

Coisa linda e gostosa é a infância. A minha, melhor do que qualquer uma das crianças de hoje. Cidade pequena, a gente chegando da zona rural. Espaço. Campos para correr, árvores para subir, lugar para brincar de esconde-esconde, lugar para se esconder do pai e da mãe quando alguma travessura era feita. Amiguinhos reais (não virtuais), aos montes.. hehehe... construção de brinquedos com latas vazias de leite em pó, de óleo, cordas, panos velhos, madeiras velhas, caixas de papelão. Ruas quase que sem iluminação, mas crianças nelas até tarde, sem medo, sem neuras, aos cuidados dos anjos. Não havia calçamento, nem água nas residências, nem esgoto. Nos dias de chuva, como era bom empurrar o barril até a bica mais próxima para buscar água. Correr no barro. Fazer bonecos de barro. Levantar pela manhã com água dentro de casa. Era uma festa! Caçar sapos nas valetas, pensando que eram peixes... hahaha Bom, se eu contar como eram os banheiros qdo cá chegamos na cidade! Imagina, na nossa vila, existia uma casinha na rua, que chamávamos "Patente". Nela , tinha um acento feito de madeira e embaixo um cubo de madeira. E, ao lado, outro cubo para uso, se necessário.. hahaha e, pasmem, todas as semanas, uma vez por semana, passava o caminhão da prefeitura para retirar os cubos cheios e deixar outros vazios.. e lá ia xixi e merd.. caindo pelo pátio, pelas ruas.. hahahaha. Claro, as coisas foram mudando - mais casas, mais gente na vila, em vez de cubos, substituição por fossa.
Mas, não estou aqui para contar a evolução da cidade. E, sim, para contar sobre minha infância.
Ei, lembram? As bolinhas de gude! procurei a poesia que fala sobre elas: brancas, azuis, verdes, rajadinhas... Mas não encontrei. Não lembro quem era o poeta. E as bonecas feitas de pano?
Ora pois! Lindeza de infância! Mas, havia a pobreza, quer dizer, o comer contadinho, repartidinho entre todos para não faltar no dia seguinte... Lembro algo de interessante: quando o pai trabalhava no restaurante do irmão ele (meu pai era, é e sempre será um exímio assador ), a mãe ia aos domingos para lá ajudar. Nós íamos juntos. Bom.. não lembro do restante da familia, mas eu comia bastante... principalmente doces. Cocada. Rapadurinha de leite. Macarronada, pão, carne...
Agora vem a análise: posso dizer então que eu comia muito, no sentindo de armazenar para a semana seguinte? Hummm Acho que me enquadro aqui nesta análise. Ou teria que fazer regressão para saber pq eu era gordinha desde pequena? hahahahahahahahahahaha

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